Cães que ladram aprisionados às correntes
Cães que ladram aprisionados às correntes Vivem em estados dormentes De noite uivam para a Lua Pressentem a morte como sua Se os ventos também uivam Em sinal de desgraça Como se alguém sofresse com dor Sobrepondo a qualquer clamor Mas o mais poderoso uivo Aquele que serve para comunicar Ao lobo pertence Mas também do lobisomem poderá chegar Cães que ladram aprisionados às correntes Anunciam desgraças que não chegam Olhos que brilham e mostram dentes Talvez estejam a cantar a sua ópera Que atemoriza os mais crentes Provoca arrepio na espinha Tremor dentro do peito Sem querer o que adivinha Ajoelha em sinal de respeito 04-04-2021 João Pires