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Poesia: "Alma Lusiada" por Euclides Cavaco

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Poesia Ser português É ser diferente É ter alma Lusíada É saber estar ausente E em qualquer lado Gostar de tudo O que evoca a Pátria E nos inspira amor A esse cantinho À beira mar plantado !… autor: Euclides Cavaco poema completo (http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Alma_Lusiada/index.htm) Joao Pires https://plus.google.com/u/0/112631522411940296835/posts  

Amadeo de Souza-Cardoso (PT)

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A caricatura que, em 1906, Amadeo de Souza-Cardoso fez de Laranjeira, refastelado à mesa de um café, visto de costas, numa posição repousada e nada cerimoniosa é já um notável desenho. Esta caricatura trouxe alguma fama a Amadeo, entre outras que na mesma altura fez de Laranjeira, acentuado-lhe o rosto peludo e feio, como que para satisfazer pedidos do próprio caricaturado. Foi pois como caricaturista que Amadeo começou a ser apreciado, não apenas por alguns escritores como por pintores, seja o já conceituado António Carneiro seja, depois, pelos seus companheiros de Paris, também caricaturistas: Emmerico Nunes (1888-1968), Domingos Rebelo (1891-1971), Acácio Lino (1878-1956). caricatura de  Emmerico Nunes (1888-1968) Fosse ou não fosse o jovem Amadeo alguém propenso às especulações intelectuais, a verdade é que ele foi um leitor aplicado. Mas os mestres portugueses da palavra escrita não o poderiam ajudar como futuro pintor vanguardista. As atitudes intelectuais ...

Os santos e santas da minha devoção

Os santos e santas da minha devoção, em especial ao milagroso Padre Santo Antonio, é padroeiro de namorados, e quando quer fazer um milagre não pergunta quem tem razão. Não me esqueci de me encomendar também aos Santos Mártires de Marrocos que lhe levam a perna numa dificuldade. Muitas vezes ouvi dizer a minha mãe: " roga ao santo até passar o barranco ". E medo para trás das costas. Toque, toque, Britiande lá avultava, apertada às bandas da estrada, com casas caiadas, casas antigas de pedra bruta, mulheres a catar-se às portas, e meninos nús pelos patins a esganiçar-se pelas mães. Estava tudo em sossego; pelos vistos não era ali que eu quebrava osso . Ja dava graças a Deus quando, ao desandar da ultima esquina, uma porta se abriu e meu tio Agostinho, os Maçãzeiros, o padre e uma choldra sem cinta me saltaram à frente. Deitei a mão ao bacamarte, de cara para a patuleia que estarreceu com o meu rompante: - Olá amigos, o que é isso? Aquilo lá se lhes afigurou qu...

Escola primária

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A campainha ainda ressoava pelos ares, mas a maioria dos alunos já tinha saído da sala de aulas. era a última manhã e todos já se encontravam próximo do autocarro. Não esqueçam de fazer o trabalho para casa, gritou a professora. Escola Primária Até segunda, respondeu uma voz divertida e estridente. Era sexta feira. Veio à lembrança o andar sozinho. A mulher-a-dias teria partido ao meio dia. A roupa estava passada a ferro e depositada no tabuleiro, para ela distribuir pelas gavetas. Os jarros lavados, no balcão da cozinha, as flores e a folhagem no balde de plástico, o almoço no fogão e a mesa posta. A Elsa teimava em pôr-lhe a mesa e em não se servir do tabuleiro, que ela usava ao fim de semana, sem paciência para se servir a si própria. Não era ainda primavera, mas respirava-se um sol que as violetas do jardim, que se viam da janela da sala de aula, aprisionavam nos caules verdes. por João Pires

Violetas à beira do rio

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À beira do rio nascem violetas ao comprido lá dizia a canção.  Mas não ali. Ali nasciam detritos e a miséria cobria os homens duma lepra espessa que os deformava. Enxames de criançada procuravam horizontes e aventura no rio podre, estagnado ao sol, como um bicho morto. Barcaças negras, dum negro mineral de carvão, mais negro que a faina dos carrejões, suados, arquejantes sob os sacos, oscilavam, molemente ao ritmo, lento, das águas. Nas escadas as mulheres lavavam e havia estendais de trapos e roupas pobres nas amarras. Pormenor da Ribeira do Porto De costas para a margem, viradas para a margem, viradas para a amalgama do casario, telhados tortos cheios de musgo e líquenes, fachadas ocres avinhadas, dum brilho embaciado de azulejos antigos, que o granito dos cunhais sujava e envelhecia ainda, erguiam-se as barracas do mercado. Ouviam-se as vendedeiras a tentar a freguesia.

O Zarolho

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No dia em que o meu pai comprou o peixe vermelho para o aquário , ela passou horas seguidas a vê-lo nadar de um lado para o outro. E foi ela que, de repente, descobriu: - Mas este peixe só tem um olho! Peixe Zarolho Corremos todos ao aquário. Era verdade. O peixinho vermelho, acabado de chegar a nossa casa, não tinha o olho direito. Nem sinal dele. - Para que quero eu um peixe zarolho cá em casa? - disse logo a minha mãe, que não gosta lá muito de bichos. - Mas ele com um olho vê tão bem como com dois - disse o meu pai. - Olha como ele encontra logo a comida que a gente lhe deita... Lembro-me: o peixinho corria, feito doido, de um lado ao outro do aquário mal a água se enchia de pequeninas folhas rosadas que vinham dentro de um frasco que o pai comprara com ele. E era tão engraçado quando se virava do lado em que devia haver um olho e não havia... "Rosa, Minha Irmã Rosa" "Rosa, Minha Irmã Rosa" Alice Vieira Caminho

gata Raquel

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A gata Raquel é muito curiosa. Tão curiosa, tão curiosa que quase entrou dentro da máquina fotográfica ! gata Raquel A gata Raquel tem cerca de quatro anos. Foi esterilizada e já fez os teste da sida e leucemia que deram negativos. Está no gatil para adoção e à espera de novos donos. Excelente companhia para casal de idosos. local: (Valbom - Gondomar)