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terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Beijos que se encontram num abraço - poema

Beijos que se encontram num abraço 
Sonhei um abraço interminável  
Me confessei no teu doce regaço 
Numa tarde de sol inesquecível 

As folhas das árvores refrescam 
Os desejos tão voluptuosos 
Como os olhares que se procuram 
Pelos húmidos lábios trocados 

Saciando dedos que se tocam 
Num lençol de pele tua sentida  
Oceano de perfumes no ar 

Beijos almiscarados navegam 
Numa alegria tão contida  

Mãos que se tocam para sonhar 

Mulher bela feiticeira tu és - poema

Mulher bela feiticeira tu és 
Deixas perfume nos teus encantos 
Voas alto nos céus em nuances 
Lenço negro cobre lábios 
  
És feiticeira dos meus encantos 
Bela magia de fazer sonhar  
Sedutora mulher de rituais 
Liberdade para longe voar 
  
Espírito para iluminar 
Com a luz que trazes dentro de ti 
Feitiços de símbolos mágicos 
  
Arrebatadora feiticeira  
Mulher de encantos que nunca vi 

Sonhei magia estrelas poeira 

Aceitei este enigma que sou - poema

Aceitei este enigma que sou 
Rasgos imprevistos de emoção 
Mas ainda não sei para onde vou 
Olhai meu espelho do coração 

Olho para mim com estranheza 
Sou o segredo para mim próprio 
Sem a cura nem outra grandeza 
Sou este por onde já habito 

Segredo para mim sem nobreza 
Encerro segredos por desvendar 
Sou uma resposta sem certeza 

Observas através do espelho 
A alma procuras sem encontrar 

Sinto a tua falta sem engano 

Podes ter esquecido as minhas palavras - poema

Podes ter esquecido as minhas palavras 
Palavras de amor ou de ódio 
Poemas de encantar e sonhar 
Palavras para dançar ao som da música 
  
Podes ter esquecido as minhas acções 
O que eu te fiz no passado 
Quando te dei a mão para subires até ao pico da montanha 
Aquele abraço de ternura 
  
Mas não esquecerás como te fiz sentir 
Te fiz sentir quando te disse uma palavra de amor 
Quando sorri para ti e os teus olhos brilharam 

Não esquecerás o dia em que a felicidade despertou em ti 

O poema acontece quando o homem quer - poesia

O poema acontece quando o homem quer 
Faça chuva ou sol 
Mesmo num dia de nevoeiro 
As palavras saem em catadupa 
  
E o poeta não é chalupa 
Simplesmente está apaixonado 
Pela graça da vida que acontece 
Na sua ínfima existência 
  
E escreve ao ritmo da cadência 
Da batida do coração
Onde os sonhos vão crescendo 
  
E o poeta sempre atento 
Aos sinais da vida 

Numa profunda gratidão 

Livro de sete páginas - poesia

Livro de sete páginas 
De cada vez que te leio 
É como se um novo dia nascesse 
Nas tuas histórias eu creio 

Página a página 
Tal como os dias da semana 
Um dia está de chuva 
No outro brilha o sol 

Dias de felicidade 
Outros nem por isso 
Mas a vida segue sempre 

Até que um dia o livro se extinga 
Se rompam as suas páginas 

De uma vida com essência 

Esta razão de ser - poema

Esta razão de ser  
Que me leva a proferir 
Este poema para viver 
Enquanto o meu corpo existir 
  
E as palavras são como água 
Que alimentam esta sede 
De sentimentos belos ou mágoa 
Nem que as tenha de cantar a uma parede 
  
Sei que estás aí 
Lendo esta confissão 
Sei que ainda não morri 
  
Que ainda bate o meu coração 
Obrigado por me escutares 

Pois não morrerei de desilusão 

Felizes são os insanos - poema

Felizes são os insanos 
Insanos que desconhecem a tristeza 
Felizes são os ignorantes  
Que desconhecem a incerteza 
  
Felizes são as crianças 
Que nada aprenderam sobre o progresso 
Felizes são as gaivotas que passam o dia a voar 
Voando sobre os oceanos, mas sempre com regresso 
  
A felicidade não está na riqueza 
Não mora em lugares ou pessoas 
Ela é uma meta a atingir na tua cabeça 
  
A felicidade transporta-me todos os dias 
Na busca da sua essência 

As felicidades não passam de fantasias 

O dia está quase a chegar ao fim - poema

O dia está quase a chegar ao fim 
E tu regressas pelo longo areal  
Entretida com os teus pensamentos 
Mulher destemida e de inteligência genial 
  
Intuitiva na forma de pensar 
Entregas o teu coração a grandes causas 
Regressas pelo areal da praia vinda do mar 
Onde os últimos raios de sol te aquecem as costas 
  
Espírito rebelde, mas com brilho 
Mas de olhos doces 
Procuras o teu caminho 
  
Nunca te sentirás só e sempre a crescer 
De energia recebida pelas ondas do mar 

Na tua delicadeza poderás florescer 

Chovem gotas de água - poema

Chovem gotas de água 
Mas não brilham sóis 
No calor da frágua 
Aquece o campo dos girassóis 
  
Quando se juntam gotas e sol 
Acontecem reflexos primaveris 
Num acontecimento raro 
Arco-íris de cores juvenis 
  
Mas essa surpresa 
Não acontece quando a gente quer 
Apenas quando o tempo permite 
  
Por vezes tenho um palpite 
De como vou vencer 

Sorriso na cara até adormecer 

Obrigado pai - poema

Obrigado pai  
Por me levares ao colo 
Mesmo por caminhos ínvios 
Sei que estás sempre aí 
  
Obrigado pai 
Estarei sempre junto ao teu coração 
No amor, mas também na pobreza 
Na felicidade, mas também debaixo de ódio 
  
Obrigado pai 
Por me deixares abrigar em ti 
Onde as guerras não entram 
  
Agradeço-te pai 
Mesmo no meio da tempestade 

Onde sabe bem o teu calor 

Quero ouvir a felicidade, que há dentro de ti - poema

Quero ouvir a felicidade, que há dentro de ti.  
Estou a sentir a emoção da tua pele, deslizando nos cabelos longos da tua felicidade. Os vales verdejantes e os socalcos onde outrora viveram uvas, que agora partiram para os lagares à custa do labor encantado dos homens e mulheres que entoam cantos mágicos por vales. Vales e montes que agora se vestem de mantos em tons vermelhos e dourados. Um beijo à luz prata da lua. Faz-me sentir um rei da felicidade.  

E tu és a princesa do Douro. Consegues voar alto. Bem alto. Vês-me cá embaixo. Pequenino. O tempo efémero da vida. Suave, com chuva, com emoção. Voar. Voar está nas minhas asas. Quero mudar de caminho. Todos os dias. Apreciar aquela flor. Olhar para o barco que flutua, baloiçando ao sabor da corrente do rio. O rio que pára e não volta atrás. Até chegar à foz. E tudo começa de novo. 

Bate à porta da minha alma - poema

Bate à porta da minha alma 

Entra, tens a porta aberta.  
Este é o convite que eu preciso de fazer.  
Quero trocar bondade, partilhar felicidade.  
Como eu gosto de te convidar para entrares em mim!  
Diz só uma palavra para que possas abrir o meu coração.  
Ficarei eternamente à espera que entres em mim.  
Todos os dias regressarei aqui para ver se aceitaste o convite.  
Talvez o sol brilhe amanhã.  
Como as gotas das notas musicais, tu serás a minha inspiração.  
Eu respiro fundo, do fundo do meu coração.  
Inspiro suavemente, como se colocasse todo o mundo cá dentro.  
E tu estás lá, sempre!  
Ocupas o lugar da frente.  
És a minha estrela preferida.  
És a que mais brilha.  
Deixa-te levar pelos sonhos.  
Deixa-te embalar pela bruma da manhã.  
Deixa-te ninar pelas minhas palavras.  
Como é bom voltar a ser criança.  

Ouvir palavras puras e celestes. 

A noite caiu - poema

A noite caiu 
Cá em cima.  
A luz sobra por cima das muralhas.  
A escuridão reina à volta.  
Sei que estás lá no alto, dentro do campanário dos sinos da concatedral.  
Eu sou o sonho da noite que vem fazer-te companhia.  
Fico à espera na tua mesinha de cabeceira, à espera que embales os olhos nas páginas de um livro qualquer.  
As pálpebras começam a forçar a chegada do sono e eu preparo-me.  
Entro dentro de ti, sorrateiramente e acendi duas velas.  
E tu que vês?  
A luz tênue ao fundo do corredor.  
E vens ao meu encontro.  
De mansinho.  
Deixas que eu me infiltre dentro de ti para te mostrar coisas imaginárias.  

E o deslumbre começa.

domingo, 5 de janeiro de 2020

Sol que repousa no rio manso - poema de Joao Pires

Sol que repousa no rio manso 
Barcos ancorados à espera 
De partir para um cruzeiro 
Como um coração que navega 
  
Lábios que lá se desencontram 
Numa leve ânsia de saciar 
Olhares distantes esvoaçam 
Numa vontade de te abraçar  
  
Beijos de seda que se encontram 
Toques de pele arrepiada  
Abraços de corpos que flutuam 
  
Porque fica em mim um vazio 
No momento da longa partida 
Quando a vida é um fio 
  
29-03-2019 
João Pires autor
João Pires

autor do romance AMAR EM BAGOS DOURO

sábado, 4 de janeiro de 2020

Os sonhos são ilimitados - poema por Joao Pires

Os sonhos são ilimitados
Porque neles acredito
Quando os olhos estão inspirados
Porque falam de emoções

Os sonhos não têm limite
Quando o coração sente emoção
E a emoção dita as palavras
Se os olhos não mentem

Podes até sonhar
Através da poesia
Como quem navega em alto-mar

Saberei eu descrever tais sonhos
Se escutar o coração
E riscar no papel tais pensamentos

04-07-2019
João Pires

autor do romance AMAR EM BAGOS DOURO

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Obrigado pai - poema por Joao Pires

Obrigado pai
Por me levares ao colo
Mesmo por caminhos ínvios
Sei que estás sempre aí
 
Obrigado pai
Estarei sempre junto ao teu coração
No amor mas também na pobreza
Na felicidade mas também debaixo de ódio
 
Obrigado pai
Por me deixares abrigar em ti
Onde as guerras não entram
 
Agradeço-te pai
Mesmo no meio da tempestade
Onde sabe bem o teu calor
 
07-11-2019
João Pires

autor do romance AMAR EM BAGOS DOURO

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Quando o carrossel da vida - poema por Joao Pires

Quando o carrossel da vida
Teima em não parar
Tudo parece garantido
Sempre ligado e a girar
 
Sangue que corre
Nestas veias vagabundas
Sem nunca gelar
Enquanto escrevo poemas
 
Sinto alma no ar
Não haverá bimba sorte
Que me ajude a saltar
Qualquer momento errante
 
Se paro para hesitar
Vejo o carrossel a girar
Para viver até parar
 
21-11-2019
João Pires

autor do romance AMAR EM BAGOS DOURO

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Quando a felicidade teima em fugir - poema por João Pires

Quando a felicidade teima em fugir
Aonde para a felicidade da alma
Felicidade é estado de plenitude
Que se atinge no vasto oceano da calma 

Boas emoções onde não cabe o sofrimento
Emoções aonde não existe inquietude
Conquista felicidade todos os dias
Porque não se deixa tocar quando a gente quer 

A felicidade não mora no sol
A felicidade não está nas férias
Ela não vive no fim-de-semana
Aonde procurar a felicidade 

Não sou homem-ilha
Começou dentro de mim a plenitude 

Adeus porque vou ser muito feliz
Como se ela se deixasse tocar
 
09-12-2019 
João Pires

autor do romance AMAR EM BAGOS DOURO