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sábado, 20 de dezembro de 2014

Amadeo de Souza-Cardoso (PT)

A caricatura que, em 1906, Amadeo de Souza-Cardoso fez de Laranjeira, refastelado à mesa de um café, visto de costas, numa posição repousada e nada cerimoniosa é já um notável desenho. Esta caricatura trouxe alguma fama a Amadeo, entre outras que na mesma altura fez de Laranjeira, acentuado-lhe o rosto peludo e feio, como que para satisfazer pedidos do próprio caricaturado.

Foi pois como caricaturista que Amadeo começou a ser apreciado, não apenas por alguns escritores como por pintores, seja o já conceituado António Carneiro seja, depois, pelos seus companheiros de Paris, também caricaturistas: Emmerico Nunes (1888-1968), Domingos Rebelo (1891-1971), Acácio Lino (1878-1956).

caricatura de Emmerico Nunes (1888-1968)
caricatura de Emmerico Nunes (1888-1968)


Fosse ou não fosse o jovem Amadeo alguém propenso às especulações intelectuais, a verdade é que ele foi um leitor aplicado. Mas os mestres portugueses da palavra escrita não o poderiam ajudar como futuro pintor vanguardista.

As atitudes intelectuais dos escritor realistas oitocentistas influenciaram o jovem e te-lo-ão ajudado a observar a vida quotidiana, mas tornavam-no um solitário quando manejava os pincéis.

Assim, foi surgindo a ideia de que ele não era um intelectual, mas fundamentalmente um pintor instintivo, como o seu futuro amigo Eduardo Viana (1881-1967). E Laranjeira, nas suas cartas, fala-lhe da importância do "temperamento" na personalidade de qualquer artista; e a mesma palavra é utilizada pelo próprio Amadeo, nas cartas ao seu tio Francisco, para lhe explicar as qualidades que verdadeiramente um artista deve possuir.

A intimidade e confiança moral concedidas a um jovem de dezoito anos prolongavam-se por numerosas cartas, longas conversações e também grandes momentos de silêncio partilhado. As respectivas experiências de vida eram muitos diferentes, por idade, origens familiares e condições económicas.



Amadeo de Souza-Cardoso
Amadeo de Souza-Cardoso

De certo modo, Amadeo de Souza-Cardoso encontrou em Laranjeira um mestre na reflexão da condição humana, e lhe incutiu confiança, apesar do seu próprio desespero.

A franqueza de Laranjeira nunca esmoreceu, tecendo elogios aos desenhos de Amadeo, entusiasticamente, quase sempre; mas não deixando também de apontar defeitos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Os santos e santas da minha devoção

Os santos e santas da minha devoção, em especial ao milagroso Padre Santo Antonio, é padroeiro de namorados, e quando quer fazer um milagre não pergunta quem tem razão.


Não me esqueci de me encomendar também aos Santos Mártires de Marrocos que lhe levam a perna numa dificuldade.

Muitas vezes ouvi dizer a minha mãe: "roga ao santo até passar o barranco".

E medo para trás das costas.

Toque, toque, Britiande lá avultava, apertada às bandas da estrada, com casas caiadas, casas antigas de pedra bruta, mulheres a catar-se às portas, e meninos nús pelos patins a esganiçar-se pelas mães.

Estava tudo em sossego; pelos vistos não era ali que eu quebrava osso.


Ja dava graças a Deus quando, ao desandar da ultima esquina, uma porta se abriu e meu tio Agostinho, os Maçãzeiros, o padre e uma choldra sem cinta me saltaram à frente.

Deitei a mão ao bacamarte, de cara para a patuleia que estarreceu com o meu rompante:


- Olá amigos, o que é isso?

Aquilo lá se lhes afigurou que eu ou havia de segurar a moça ou combater, ou que recobrassem o animo, facto é   que cresceram para mim depois de terem hesitado. Entestei o bacamarte ao peito do mais adiantado, que por sinal era o meu tio:

- Tenha-se, senão morre!
- Hás-de pagá-las, cao!
- Tenha-se, tenha-se, senão morre!

Já eu tinha o dedo no gatilho quando o homem estacou. Estacou, e acobardado com o meu rasgo, vendo os purrios mais irresolutos que ele, pôs-se a gaguejar à distância:

E medo para tras das costas. Toque, toque, Britiande lá avultava, apertada as bandas da estrada, com casas caiadas, casas antigas de pedra bruta, mulheres a catar-se as portas, e meninos nus pelos patins a esganiçar-se pelas mães.


- Ola amigos, que é isso ?

- Tenha-se, senão morre!
- Hás-de pagá-las, cao!
- Tenha-se, tenha-se, senão morre!

- Pula abaixo, Brizida! Pula abaixo!...

A maluquinha ia a mexer-se... Não custou muito tê-la queda e imóvel, pouco menos queda do que se jazesse entre as mãos da Ana que era quem amortalhava os defuntos:

- Ó Brizida, tu pulas abaixo, mas és a primeira a cair. Se não tens amor à vida, faz lá! Agora vossemecês deixem seguir quem vai seu caminho...que eu morrer morrerei, mas a trouxa não a largo...

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Escola primária

A campainha ainda ressoava pelos ares, mas a maioria dos alunos já tinha saído da sala de aulas.
era a última manhã e todos já se encontravam próximo do autocarro.
Não esqueçam de fazer o trabalho para casa, gritou a professora.

Escola Primária


Até segunda, respondeu uma voz divertida e estridente.

Era sexta feira. Veio à lembrança o andar sozinho. A mulher-a-dias teria partido ao meio dia.
A roupa estava passada a ferro e depositada no tabuleiro, para ela distribuir pelas gavetas.

Os jarros lavados, no balcão da cozinha, as flores e a folhagem no balde de plástico, o almoço no fogão e a mesa posta.

A Elsa teimava em pôr-lhe a mesa e em não se servir do tabuleiro, que ela usava ao fim de semana, sem paciência para se servir a si própria.

Não era ainda primavera, mas respirava-se um sol que as violetas do jardim, que se viam da janela da sala de aula, aprisionavam nos caules verdes.


por João Pires

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Violetas à beira do rio

À beira do rio nascem violetas ao comprido lá dizia a canção. 

Mas não ali. Ali nasciam detritos e a miséria cobria os homens duma lepra espessa que os deformava.
Enxames de criançada procuravam horizontes e aventura no rio podre, estagnado ao sol, como um bicho morto.
Barcaças negras, dum negro mineral de carvão, mais negro que a faina dos carrejões, suados, arquejantes sob os sacos, oscilavam, molemente ao ritmo, lento, das águas.

Nas escadas as mulheres lavavam e havia estendais de trapos e roupas pobres nas amarras.

Pormenor da Ribeira do Porto
De costas para a margem, viradas para a margem, viradas para a amalgama do casario, telhados tortos cheios de musgo e líquenes, fachadas ocres avinhadas, dum brilho embaciado de azulejos antigos, que o granito dos cunhais sujava e envelhecia ainda, erguiam-se as barracas do mercado.

Ouviam-se as vendedeiras a tentar a freguesia.

domingo, 10 de agosto de 2014

O Zarolho

No dia em que o meu pai comprou o peixe vermelho para o aquário, ela passou horas seguidas a vê-lo nadar de um lado para o outro. E foi ela que, de repente, descobriu:
- Mas este peixe só tem um olho!

Peixe Zarolho


Corremos todos ao aquário. Era verdade. O peixinho vermelho, acabado de chegar a nossa casa, não tinha o olho direito. Nem sinal dele.
- Para que quero eu um peixe zarolho cá em casa? - disse logo a minha mãe, que não gosta lá muito de bichos.
- Mas ele com um olho vê tão bem como com dois - disse o meu pai.
- Olha como ele encontra logo a comida que a gente lhe deita...
Lembro-me: o peixinho corria, feito doido, de um lado ao outro do aquário mal a água se enchia de pequeninas folhas rosadas que vinham dentro de um frasco que o pai comprara com ele.

E era tão engraçado quando se virava do lado em que devia haver um olho e não havia...

"Rosa, Minha Irmã Rosa"


"Rosa, Minha Irmã Rosa"
Alice Vieira
Caminho

domingo, 9 de fevereiro de 2014

gata Raquel

A gata Raquel é muito curiosa.

Tão curiosa, tão curiosa que quase entrou dentro da máquina fotográfica !

gata Raquel
gata Raquel
A gata Raquel tem cerca de quatro anos.

Foi esterilizada e já fez os teste da sida e leucemia que deram negativos.

Está no gatil para adoção e à espera de novos donos.

Excelente companhia para casal de idosos.

local: (Valbom - Gondomar)

domingo, 19 de janeiro de 2014

There was once a country - Ary dos Santos - portuguese poet

There was once a country

Ary dos Santos was also an active political campaigner. Ran the length and breadth of the country, sometimes alone before thrilled audiences with his unique way of saying poetry, sometimes in organized sessions for popular structures in which also participated in the intervention singers who, like him, through music and words, tried to interpret the feel of an entire people.

Too often these sessions were interrupted by the arrival of the repressive forces, but next week or next month were all there, again, available for another session, another journey.

Political commitment Ary was already since the 1960s, and takes with particular emphasis since 1969. At this point, part of the campaign of the Democratic Electoral Commission and is affiliated with the Portuguese Communist Party ( PCP ).

My word said in the light of the setting sun

His spoken word was also sung. Ary dos Santos was the author of poems for some of the most memorable songs ever presented to the Eurovision Song Contest, to the point that some of them have survived the test of time and still emerge as true icons of a generation, by how fearless dared in time of dictatorship, addressing issues taken by taboo, or inconvenient, or even provocative.

Everything always anchored in a sensitive lyrical but powerful. Competes, pseudonymous, the Eurovision Song Contest 1969 with the poem "Desfolhada" (http://youtu.be/abTyMNrWfs4). The music is by Nuno Nazareth Fernandes and interpretation was done by Simone de Oliveira.

No, mainly because of the provocation of current morality contained in the verse "Quem Faz Um Filho Fá-lo Por Gosto" without some scandal to the mix. The "Desfolhada" reaches the top spot.

Music, edited disk, appears on radio, television and in shows throughout the country. Ary return to place winner of the Eurovision Song Contest in 1971, again with Nuno Nazareth Fernandes, with Tonicha interpret "Menina"(http://www.youtube.com/watch?v=Chh-lPnPvf0).

Returns in 1973 and 1977, with musical compositions and interpretations of Fernando Tordo, first with "Tourada" (http://youtu.be/LbZLQjrB0No), again a provocation, and then with "Portugal no Coração".

Throughout his life he wrote over 600 poems to songs and collaborated with many composers, like Nuno Nazareth Fernandes, Fernando Tordo, who made ​​one of the most creative double the Portuguese song, but Alain Oulman, José Mário Branco, Paulo de Carvalho or António Victorino de Almeida.

Ary dos Santos - portuguese poet
Ary dos Santos - portuguese poet


Ary not despised fado and wrote some great poems, later interpreted by most relevant Portuguese fado singers.

Began with "Desespero", played by José Manuel Osorio. From an invitation of Alain Oulman writes in 1968 the poem "Meu Amor, Meu Amor" will be played by Amalia Rodrigues. Followed by songs like "Amendoa Amarga", "Alfama", "Rosa Vermelha", "O Meu é Teu" and "O Meu Amigo Está Longe"

Themes such as "Estrela da Tarde", "Lisboa, Menina e Moça" or "Os Putos" played by Carlos do Carmo, with music by Fernando Tordo and Paulo de Carvalho, are examples of the degree of popularity of poems Ary dos Santos together the public.

Your name is attached to a disc, also the singer Carlos do Carmo, which marked the history of fado. This is " A man in the city," 1977, designed entirely with poems by Ary dos Santos.

The same format is applied to the album "Um Homem no País", published in 1984, with the letters of the poet music by various composers.

The music of Ary dos Santos passed from generation to generation as a valuable family heritage and today, artists like Mariza, Camané, Pedro Moutinho and Mayra Andrade, singing poet.

In 2009, they passed 25 years of his death, the project "Rua da Saudade", Mafalda Arnauth, Susana Félix, Viviane and Luanda Cozetti, revived some of the songs Ary. The name evokes the place on the walls of Castelo São Jorge, where Ary dos Santos resided.

Lived almost all his life in Nr 23 Rua da Saudade, where there is a tombstone evocative poet. Died January 18, 1984, a victim of cirrhosis.

His name was given to a wide of the Alfama district. Ary dos Santos lived for that, "because we are equal, let us not forget."

Ary dos Santos, a name, a figure that will never be erased from the collective memory.

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sábado, 18 de janeiro de 2014

Ary dos Santos - At 16 years old sees his own poems were selected for the Anthology of premium Almeida Garrett

At 16 years old sees his own poems were selected for the Anthology of premium Almeida Garrett. It was here that rebel, "walked dazzled eyes" toward independence, leaving the parental home. Machines sold in tablet, bellboy was the National Society of Matches clerk at Casino Estoril, did advertising.

Was all this and more, even if what really moved him was the irrepressible desire of poetry. In 1963 it published the book of poems "The liturgy of blood."

The following year launched the "Time of the legend of almond" and the poem "Blue exists", represented in the Tivoli Theatre in Cold Gases and RTP ( Portuguese Radio television ) .

The studies were not linear. He was expelled from college Infante Sagres, passed Nunalvares Institute boarding school in Santo Tirso, and did not actually complete any college degree, despite having attended law schools and Letters of Lisbon.

"Original is the poet" and, therefore, Ary dos Santos was continuously publishing books of poetry.

Ary dos Santos, portuguese poet
Ary dos Santos, portuguese poet


"Props, addresses" in 1965, "Insofrimento in distress" in 1969, "Photo-graphs" (seized by the political police PIDE - 1971), "Overview," in 1973, " The doors opened in April ," in 1975, " The blood of the words " in 1979, and in 1983, " 20 years of poetry."

At the time of his death prepared the work "The words of the songs," published in 1989 by Editions Avante, with coordinating Ruben de Carvalho.

He was also writing a fictionalized autobiography, he wanted to coin the "Road of Light - Street saudade". Posthumously in 1994, was published "Poetic Work", a collection of poems by Ary dos Santos.

Her vibrant voice makes it reciter in several record edits. Their first album, " Ary yourself ," comes out in 1970. The following year participating in the LP " Songs of friends " along with Natália Correia and Amalia Rodrigues.

In 1974 it published "Political Poetry", in 1975 "Llanto Alfonso Sastre y for all" , in 1977 "Communist Flag " , in 1979 " Ary by Ary " and the following year , "80 Ary", reissued on CD in 1999.

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" I'll be whatever they tell ": Ary dos Santos, Poet of the Revolution, died 30 years ago

" I'll be whatever they tell ": Ary dos Santos, Poet of the Revolution, died 30 years ago

Several initiatives indicate the disappearance of the poet that most have sung the April Revolution.

José Carlos Ary dos Santos Pereira was a Portuguese poet and reciter. Was in the history of Portuguese music for writing poems 4 Winning songs of the Eurovision Song Contest.

Ary dos Santos


Ary dos Santos died on January 18, 1984 , a victim of cirrhosis

Were his words on many of the doors that opened April 1974. Committed poet, activist, passionate about causes and people, José Carlos Ary dos Santos died 30 years ago.

Coming from a family of high bourgeoisie, José Carlos Ary dos Santos, known in social and literary milieu by Ary dos Santos was born in Lisbon on December 7, 1937 in a family of high bourgeoisie.

Born then again, for poetry at age 14, when the family publishes it, against their will, some poems in the book " Wings ".

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

The passion of Norberto Claro

Norberto Claro, 80, portuguese, a retired auto mechanic, fills his days giving life to small portuguese models of Electrical Tramways and boats scale.

tramway modeller
Norberto Claro - tramway modeller

Oporto Electric Tramway
Oporto Electric Tramway



These models and works are developed with great love and detail. Obey the rigor of the specimens exhibited in the Museu do Carro Electrico da Cidade do Porto (Museum of the Electric's Car - Oporto).

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Seroes da Bonjóia - tertulias à moda do Porto


Conferencias, encontros, conversas, concertos e debates. O formato não é o mais importante, desde que se recriem as tertúlias à moda do Porto, tão popular no passado e que agora são revividas todas as quinta-feiras na Quinta da Bonjóia.
Teatro, dança, poesia, música têm cativado ao longo da última década cada vez mais portuenses.
Dirigido ao público em geral, os "Serões da Bonjóia" têm entrada livre, apenas sujeita à lotação da sala.
Em www.bonjoia.org estão disponíveis todas as informações sob as tertúlias.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Cheiro a bacalhau

O Manel meteu pela rua dos Caldeireiros e ao sentir o cheiro a bacalhau com  grão das tascas da zona medieval, a sua alma elevou-se aos céus. 

cheiro a bacalhau nas tascas do Porto

A maior invenção nacional, nem protegida nem subsidiada, a tasca, a tal do copinho de vinho branco, pastéis de bacalhau e chouriço assado em aguardente. Um grau acima de taberna, um grau abaixo de restaurante, nem mais.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

A festa continua

A festa continuou durante muito mais tempo. Quando a comida e a bebida acabaram, um grupo de jovens e elegantes donzelas entre as quais aquela que me tinha trincado a barba, entrou no circulo e iniciou uma dança frenética, na qual não paravam de mexer os ombros.

Nunca teria imaginado que pudessem mover-se de forma tão furiosa velocidade e daquela prodigiosa maneira como se estivessem desarticuladas. A música corria a um ritmo simples cadenciada por um tambor ao qual pois se juntou outro e outro e mais outro até que a cadência se tornou imparável e hipnótica. 
E a festa continuou noite dentro.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Um dia na praia

Naquela tarde, lá estavam as duas raparigas com as seis crianças, a mais magra com o mesmo fato de banho azul-escuro, cortado a direito sobre o cimo das coxas à frente, mas um pouco mais subido atrás, seguindo as suaves linhas das nádegas. A outra rapariga estava com uma touca de banho amarelo-clara e até parecia envolvida numa auréola, quando vista da areia.

Um dia na praia
Um dia na praia


Nesse dia tinham levado uma chapéu-de-sol azul às riscas verdes, à sombra do qual se via uma enorme lancheira e uma arca térmica. As crianças correram para a água, equipadas com braçadeiras cor-de-laranja.

sábado, 24 de agosto de 2013

A tua personalidade

Tens necessidade que os outros gostem de ti e te admirem, mas tens tendência para ser demasiado critico contigo mesmo. Embora tenhas algumas fragilidades na personalidade, em geral és capaz de as compensar. Tens um enorme potencial que ainda não aproveitaste. Embora pareças disciplinado e controlado por fora, interiormente tens tendência para te sentires preocupado e inseguro. 

A tua personalidade
A tua personalidade

Tens muitas vezes sérias dúvidas se tomaste a decisão certa ou fizeste o que devias. Aprecias uma certa quantidade de mudança e variedade e ficas insatisfeito quando te vês rodeado de restrições e limitações. Tens muito orgulho por seres um pensador independente e não aceitares declarações dos outros sem provas suficientes. 
Mas descobriste que era pouco sensato seres demasiado franco ao revelares-te aos outros. Por vezes és extrovertido, afável e sociável, enquanto noutras ocasiões és introvertido, cauteloso e reservado. Algumas das tuas aspirações tendem a ser pouco realistas.

sábado, 17 de agosto de 2013

Comigo, o Facebook não vai à praia!

Vivemos num tempo onde o Facebook é quase universal, é difícil para muitos da nossa geração imaginar as suas vidas sociais, sem as redes sociais. Até o Papa Francisco recomenda a sua utilização.

Papa Francisco recomenda o uso das redes sociais


A maioria das pessoas só conhece uma ou duas pessoas que não têm contas no Facebook, mas também é verdade que muitos dos "amigos do Facebook" são virtuais. 

Essa preocupação é demonstrada pelo Facebook, quando de adiciona um novo amigo e nos perguntam se conhecemos aquele amigo fora do Facebook.

No início de dezembro de 2012, o tráfego do Facebook foi calculado em cerca de 1,4 milhões de utilizadores.

Compreender esse número requer um pouco de contexto: o Facebook tem mais de 167 milhões de utilizadores nos Estados Unidos.

Por isso, em sentido relativo, perder apenas um milhão e meio utilizadores não é nada caso para alarme. Mas em sentido absoluto significa metade da população do norte de Portugal em apenas num mês.

Certamente todos nós conhecemos pelo menos uma pessoa dentro de nossas várias redes e círculos sociais que estão ativamente a fazer uma pausa no Facebook, ou apagar os seus perfis por uma miríade de razões. 

Conforme o tempo vai passando, eu posso imaginar os meus amigos cada vez mais divertidos em provocar uma pausa no Facebook, pelo menos uma vez, mesmo que por um período limitado de tempo. 

Esta recente tendência de paragem está em forte contraste com Facebook de apenas 3 anos atrás, quando estava registava um forte e consistente crescimento. 

Duas ideias podem estar contribuindo a recente tendência de declínio de popularidade do Facebook.


1. Saturação do mercado

As pessoas que fazem pausas no Facebook não são novidade.

Hoje em dia o Facebook está saturado de publicidade que as empresas pagam bem mas os utilizadores não prestam atenção, por uma razão simples: os utilizadores estão no Facebook para contatar com os seus amigos e não estão dispostos a clicar em publicidade.

O Facebook atingiu ou está prestes a atingir o ponto de saturação.

Alguns especialistas em tecnologia estimam que a quota de mercado de media social do Facebook pode ser tão alta quanto 80%, ou seja, que 80% dos utilizadores que potencialmente usam o Facebook já o utilizam. 


2. Pressão para rentabilizar

Apesar do Facebook ser gratuito (apesar de ter sido anunciado que o Facebook iria ser pago), tem que gerar lucro. 
Os utilizadores do Facebook devem ter notado as mudanças recentes que visam gerar dinheiro: os próprios utilizadores podem agora pagar uma taxa para promover um post específico para os seus amigos e restante comunidade do Facebook, aumentando assim a visibilidade do post.

Quando eu fizer uma pausa nas redes sociais e por isso já desinstalei as apps do telemóvel (tornam o telemóvel mais lento e não me deixam dar um mergulho na praia), geralmente é porque as interações com as redes deixaram de ter significativo para mim. 

Na minha experiência pessoal, passar tempo com amigos e família cara a cara é mais agradável, mais íntimo, mais pessoal, e finalmente, exige que todos devemos estabelecer prioridades na nossa vida social. 

O lembrete do Facebook do aniversário de alguém que não conheço pessoalmente e a quem já dei os parabéns não teve qualquer retorno.

A página do Facebook da mulher sexy que já leva com meio milhão de "GOSTO" nada acrescentou à minha felicidade.

Afinal o Facebook serve para me afastar dos meus amigos reais.

Esta é a razão pela qual os meus amigos do Facebook já repararam que a minha frequência no Facebook diminuiu.

Agora experimentem: vai dar um passeio à beira-mar ou na montanha.

E agora está na hora da minha aula de surf. 

aula de surf
aula de surf

Até breve.

sábado, 3 de agosto de 2013

Coutadas Reais no Antigo Regime

Se as coutadas reais e senhoriais permitiram salvaguardar grande parte do património florestal de que hoje somos herdeiros, no Antigo Regime, a coutada representa a fórmula de domínio senhorial que impõe maior número de condicionantes à sobrevivência dos camponeses.

Coutadas Reais
Coutadas Reais


Na medida em que mantém os ónus sobre a produção agrícola e, às comunidades inseridas nas coutadas, interdita, simultaneamente, a utilização dos recursos da floresta que servem de complemento à atividade agrícola e pecuária, agrava fortemente as condições de subsistência no meio rural.   

domingo, 28 de abril de 2013

Erro de português na ARA

Espontaneidade: qualidade de espontâneo; naturalidade; qualidade do que procede voluntariamente

Mas na publicidade da ARA não é assim:

ESPONTANIEDADE É A NOVA TENDÊNCIA na ARA

Antes o Acordo Ortográfico que os erros de português da ARA.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

VÍDEO: Golfistas profissionais fazem vídeo insólito para reunir donativos

Decidiram chamar-se Golf Boys e fizeram um vídeo divertido para angariarem fundos. A canção tornou-se um fenómeno viral na internet e já soma mais de 6 milhões de visualizações.


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 10

11. Na esteira do referido no ponto 9, a equipa inspetiva apresentou as seguintes propostas:

1. Que, nos termos do no1 do artigo 15 do Decreto-Lei no 276/2007, de 31 de julho, seja a presente informação remetida, para homologação, a Sua Excelência o Ministro da Educação e Ciência;

2. Que a acão de acompanhamento a realizar na ULHT, em cumprimento do despacho de S. Exa. o Ministro da Educação e Ciência, exarado em 24 de outubro de 2012, sobre a lnformacão no l/04054/SC/12, de 9 de outubro de 2012, referente ao processo no 11.03.01/00900/SC/12 - Ação de controlo aos procedimentos de creditação na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT), seja alargada à análise e verificação das decisões e medidas corretivas implementadas, na sequência das recomendações formuladas na proposta de Informação no I/04644/SC/12, de 27 de novembro de 2012, designadamente:

a) Assegurar a disponibilização, aos membros dos órgãos da ULHT e das respetivas unidades orgânicas, da informação necessária à clarificação da totalidade das circunstâncias e matérias sujeitas à sua apreciação, garantindo, assim, a posse de todos os pressupostos de facto e de direito, efetivamente relevantes, requisito indispensável à validade da pronúncia dos órgãos;

b) Garantir que as normas de desenvolvimento, que eventualmente careçam de ser aprovadas por referência às especificidades atendíveis de cada curso, respeitam integralmente as regras e princípios reguladores da avaliação dos estudantes, consagrados nos regulamentos gerais da ULHT, aprovados em respeito pela margem de autorregulacão, legalmente consagrada às instituições de ensino superior

c) Garantir a intervenção, dos órgãos legal, estatutária e regulamentarmente competentes, na deliberação das matérias de avaliação do aproveitamento dos estudantes, quer no que se refere a normas gerais quer a eventuais normas de desenvolvimento;

d) Implementar mecanismos de controlo interno que garantam o escrupuloso cumprimento, pela totalidade dos docentes, dos normativos em vigor, designadamente, no que se refere aos métodos de avaliação, assegurando a igualdade de tratamento dos estudantes inscritos em cada unidade curricular;

e) Determinar procedimentos internos, reguladores da preservação e registo dos suportes documentais da avaliação, inscrita em pauta e constante do sistema informático, por referência a cada aluno;

f) Estabelecer procedimentos que assegurem que as classificações dos estudantes são lançadas no sistema informático e subscritas em pauta pelos docentes que, efetivamente, procedem a avaliação;

g) Garantir que os processos individuais dos estudantes integram suportes documentais referentes a formalização e fundamentação das decisões proferidas, por órgãos competentes, na resolução dos incidentes que possam carecer da sua intervenção, com especial rigor no que se refere a avaliação dos estudantes. 3. Que, após homologação da presente informação, seja a mesma remetida, nos termos dos artigos 51o e 52o do Estatuto dos Tribunais Administrativos e Fiscais, artigo 3o, no 1, alínea a) do Estatuto do Ministério Público e do artigo 134o, no 2 do Código do Procedimento Administrativo, ao Ministério Público junto do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, para que seja declarada a nulidade do ato de avaliação de Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas, na unidade curricular de Introdução ao Pensamento Contemporâneo, em época de exame, de 2006/2007, com todas as consequências legais daí decorrentes, designadamente a declaração da nulidade do grau académico de licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT). 4. Que, em cumprimento do no 5 do artigo 15o do referido Decreto-Lei no 276/2007, de 31 de julho, seja a presente informação enviada aos Responsáveis da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, para conhecimento.”

12. Da apreciação efetuada, julgo ser de acompanhar a posição perfilhada pela equipa inspetiva, concordando com as propostas formuladas nos pontos 1, 2, 3 e 4 que antecedem, atentos os fundamentos de facto e de direito que as suportam, sublinhando, ainda, que o ato de avaliação do aluno, ao configurar um ato nulo nos termos do arto 133o no1 e seguintes do CPA, acarreta a nulidade da certificação da conclusão do curso de Ciência Politica e Relações Internacionais. 

Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 9

10. No entanto, importa ainda sublinhar que a argumentação aduzida pela ULHT no ponto 6 relativamente à validade do ato avaliativo do aluno no 20064768 não colhe.

Contrariamente ao afirmado em sede de pronúncia, o ato encontra-se inquinado de ciclo de violação de lei, por erro nos pressupostos de facto e de direito. Com efeito: Este aluno foi avaliado pelo então Reitor da ULHT, Diretor do curso de licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais e regente da unidade curricular introdução ao Pensamento Contemporâneo, com base na análise e discussão oral de sete artigos de jornal da autoria do aluno, publicados em diferentes órgãos de comunicação social, entre os anos de 2003 e 2006, em fase de exame, sem que tivesse realizado qualquer prova escrita, segundo o atestou aquele docente, em 29 de setembro de 2012.

O aluno não foi avaliado pelo docente responsável pela docência da turma TPO1CPOL, em que estava inscrito, nem de acordo com a metodologia usada pelo docente na avaliação dos restantes alunos da turma.

Acresce que não existe registo de frequência de aulas, em qualquer turma, na referida unidade curricular. A unidade curricular de Introdução ao Pensamento Contemporâneo integra o piano curricular da licenciatura em Ciência Política e Relações internacionais da ULHT, aprovado pelo Despacho no 13426/2008, de 22 de junho de 2006, publicado no D.R, no 92, 2a série, de 13 de maio de 2008, a que correspondem 5 ECTS (fls. 486 a 489).

No decurso da sua atividade docente na ULHT os docentes do curso de Licenciatura em Ciência Politica e Relações internacionais, ouvidos em auto, sempre utilizaram provas escritas em época de exame, como método de avaliação, dispensando os alunos apenas da realização de provas orais, e não conhecem qualquer norma ou orientação que os fizesse afastar esse método, nem outros docentes que tenham adotado esta prática, na avaliação dos seus alunos em época de exame. Esta prática decorre do cumprimento do estatuído na norma contida no no3 do artigo 63, integrado na Secção IV “Regime de avaliação. Princípios gerais” do capítulo VI “Regime geral dos cursos”, dos Estatutos da ULHT, em vigor à data, que integra previsão idêntica à consagrada no no 2 do artigo 4 do Regulamento de Avaliação de Conhecimentos da ULHT, impondo a realização de prova escrita na fase de avaliação por exame final.

Contrariamente, na avaliação do aluno no 20064768 não foram observadas as disposições legais aplicáveis, na matéria, à data da prática dos factos. O método de avaliação utilizado pelo Professor Fernando Santos Neves, surge associado a “avaliação final por exame”, previsto em regra constante de documento, com a designação de Regulamento Pedagógico do Curso de Ciência Política. O Regulamento Pedagógico do Curso de Ciência Política foi exclusivamente aprovado por este docente na qualidade de Reitor, em 2006, sem a intervenção do conselho Pedagógico do curso nem do Conselho Pedagógico da Universidade.

Pretender fundamentar-se a validade do ato avaliativo com as normas contidas no Regulamento Pedagógico do Curso de Ciência Política, aprovado pelo Despacho Reitoral no 79/2006, de 20 de dezembro, enquanto norma especial que derrogou os normativos aplicados na avaliação dos alunos do curso de Ciência Politica e Relações Internacionais, carece de sustentação. Na verdade não se encontra no Regulamento Pedagógico do Curso nenhuma referência à sua especialidade ou qualquer outro conteúdo que a justifique e permita concluir pela relação de especialidade entre as normas que integra e as normas do Regulamento de Avaliação da ULHT.

O ato de avaliação do aluno no 20064768 na unidade curricular de Introdução ao Pensamento Contemporâneo encontra-se inquinado do ciclo de violação de Iei, gerador de nulidade, por falta de elementos essenciais subjacentes à sua prática, como sobejamente demonstrado, integrando a previsão constante da cláusula geral do artigo 133 no1 do CPA, o que determina, designadamente, a não realização pelo aluno da totalidade do número de créditos (180) necessários à obtenção do grau de Licenciatura, faltando-lhe 5 créditos ECTS, correspondentes a unidade curricular de introdução ao Pensamento Contemporâneo. Importa, ainda, referir o regime Jurídico dos atos nulos previsto no artigo 134 do CPA.

Tais atos não produzem efeitos nem são constitutivos de direitos (no 1) tendo por base a sua total improdutividade jurídica ab Initio, acarretando a nulidade dos atos consequentes que além de insanáveis (arto 137, no 1) são insuscetíveis de revogação (alínea a) do no 1 do artigo 139).

Em função da aplicação do regime jurídico do ato nulo, a pretensa validação do ato avaliativo, operada em 6 de dezembro de 2012, por deliberação do Conselho Pedagógico da ULHT, é igualmente nula, ficando, por essa razão, consequentemente prejudicada a apreciação do mérito da argumentação apresentada pela ULTH nos pontos 6.5 a 6.8.

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Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 8

8. Reportando-se à pronúncia, a equipa inspetiva assinalou, por um lado, que a ULHT não prestou qualquer informação quanto a aspetos mencionados na informação que careciam de esclarecimento, nem quanto à recomendação, constante da alínea c) do cap. V da proposta de informação no l/04644/SC/12, de 27 de novembro de 2012, cujo teor transcreve: “Assegurar a disponibilização, aos membros dos órgãos da ULHT e das respetivas unidades orgânicas, da informação necessária à clarificação da totalidade das circunstâncias e matérias sujeitas à sua apreciação, garantindo, assim, a posse de todos os pressupostos de facto e de direito, efetivamente relevantes, requisito indispensável à validade da pronúncia dos órgãos”. 

9. E, por outro, procedeu à análise detalhada dos factos apurados no âmbito da ação de controlo, em apreço, providenciando o enquadramento jurídico adequado. Na decorrência da apreciação realizada concluiu pelo expresso de fls. 57 a 68, que aqui se dá por integralmente reproduzido.


Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 7

7. No que concerne aos restantes aspetos, a que se faz alusão, na proposta de informação submetida a contraditório, e relativamente aos quais foram enunciadas recomendações, (alíneas e) a i) do cap. V), a ULHT informou das decisões e medidas corretivas entretanto implementadas. Assim:

7.1. Confirma que o exercício da competência, por parte dos órgãos legal, estatutária e regulamentarmente competentes, “se encontra atualmente assegurado...”, no que diz respeito à sua intervenção na deliberação das matérias de avaliação do aproveitamento dos estudantes, quer no que se refere a normas gerais quer a eventuais normas de desenvolvimento;

7.2. Informa que estas matérias, contempladas no Regulamento Geral de Avaliação da ULHT, aprovado pelo despacho reitoral no 126/2010, de 15 de junho, irão ser desenvolvidas e articuladas “sistematicamente, ate ao final do mês de janeiro de 2013, com todos os regulamentos de avaliação em vigor na Universidade”;

7.3. Atesta que já “se encontram institucionalmente estabelecidos e em funcionamento” mecanismos de controlo interno que garantem o escrupuloso cumprimento, pela totalidade dos docentes, dos normativos em vigor, designadamente, no que se refere aos métodos de avaliação, assegurando a igualdade de tratamento dos estudantes inscritos em cada unidade curricular;

7.4. Esclarece que “mereceu já acolhimento por via das definições constantes do procedimento P.SA.6.1 “, datado de 5 de dezembro de 2012, cuja cópia envia em anexo, a recomendação, relativa à determinação de procedimentos internos, reguladores da preservação e registo dos suportes documentais da avaliação, inscrita em pauta e constante do sistema informático, por referência a cada aluno;

7.5. Informa que “já está ser observada por via das definições constantes do procedimento P.SA.6.1... e ainda do procedimento P.SA.6.2”, ambos datados de 5 de dezembro de 2012, a recomendação relativa ao estabelecimento de procedimentos que assegurem que as classificações dos estudantes são lançadas, no sistema informático, e subscritas em pauta pelos docentes que, efetivamente, procedem à avaliação;

7.6. Comunica que se encontra “garantida por via do procedimento P.SA.6.2” que os processos individuais dos estudantes integram suportes materiais referentes à formalização e fundamentação das decisões proferidas, por órgãos competentes, na resolução dos incidentes que possam carecer da sua intervenção, com especial rigor no que se refere à avaliação dos estudantes. 


Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 6

6. Suportada na documentação elencada, a ULHT veio alegar que:

6.1. “...o ato de avaliação do aluno no 20064768 não padeceu de qualquer ilegalidade material, designadamente do vício de violação da Lei, no caso violação da norma regulamentar inscrita no aludido Regulamento de Avaliação de Conhecimentos da ULHT aprovado em 6 de setembro de 2006 pelo despacho reitoral no 48/2006, de acordo com a deliberação do Conselho Pedagógico da Universidade, de 29 de Setembro de 2005.”

6.2. “...não existe qualquer hierarquia interna entre as normas regulamentares emanadas pelas entidades públicas ou privadas admitidas por lei a produzi-las.”

6.3. “...pode livremente substituir total ou parcialmente um Regulamento por outro, no caso, o Regulamento de Avaliação pelo Regularmente Pedagógico do Curso de Ciência Política”, ao abrigo da competência regulamentar concedida.

6.4. “O referido Regulamento Pedagógico é norma especial relativamente ao Regulamento de Avaliação e norma posterior, derrogando este último para o caso especial da avaliação no Curso de Ciência Política.”

6.5. “...o ato de avaliação do aluno padecia apenas de uma irregularidade formal, pois que o Regulamento Pedagógico do Curso de Ciência Política, aprovado pelo Despacho Reitoral no 79/2006, de 20 de dezembro, não fora elaborado pelo Conselho Pedagógico desta unidade orgânica. Mas tal vício, não incidindo sobre uma formalidade essencial do ato, foi entretanto sanado por ratificação do aludido Conselho Pedagógico, com efeitos que retroagem à data do ato ratificado, ou seja 20 de dezembro de 2006, data da aprovação pelo Reitor do invocado Regulamento Pedagógico do Curso de Ciência Política...”

6.6. “...o ato de avaliação favorável do ex-aluno no 20064768 na unidade curricular de Introdução ao Pensamento Contemporâneo e consequente atribuição do grau de licenciado é constitutivo de direitos pelo que, mesmo que fosse inválido, não poderia ser agora revogado pela ULHT por ter decorrido o prazo dentro do qual o poderia ser.”

6.7. Este ato “...fica sujeito ao regime da sua (relativa) irrevogabilidade constante do artigo 141o do CPA, pelo que se a ULHT retirasse agora o grau de licenciado ao interessado, mediante ato (secundário) de alcance revogatório, em consequência da ilegalidade do ato de avaliação na unidade curricular em causa, estaria a revogar um ato constitutivo de direitos já praticado.”

6.8 “...foi aprovado pelo Conselho Pedagógico da ULHT, realizado em 6 de dezembro último, a seguinte deliberação: confirmação e ratificação da avaliação do ex-aluno no 20064768 à unidade curricular de Introdução ao Pensamento Contemporâneo, do Curso de Ciência Política e Relações Internacionais, com a consequente confirmação da obtenção do grau de licenciado pelo mesmo aluno no respetivo curso...”


Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 5

5. Através do ofício no 1338/DIR/RE1/EC (fis. 427 a 432), de 10 de dezembro, a instituição exerceu o seu direito de contraditório remetendo, em anexo, a seguinte documentação:
5.1. Cópia da ata da reunião do Conselho Pedagógico da Faculdade de Ciência Política, Lusofonia e Relações Internacionais da ULHT, realizada em 6 de dezembro de 2012, na qual foi deliberada a sanação, por ratificação, da irregularidade formal de que padecia o Regulamento Pedagógico do Curso de Ciência Política, aprovado pelo despacho reitoral n.o 79/2006, de 20 de dezembro, com efeitos que retroagem à data do ato ratificado (fls. 433 a 437).

5.2. Cópia da ata da reunião extraordinária do Conselho Pedagógico da ULHT, realizada em 6 de dezembro de 2012, na qual foi deliberada a confirmação e ratificacão da avaliação do ex- aluno no 20064768, na unidade curricular de Introdução ao Pensamento Contemporâneo do Curso de Ciência Política e Relações Internacionais, com a consequente confirmação da obtenção, pelo mesmo, do grau do Licenciado (fls. 438 a 445).

5.3. Cópia do Despacho Reitoral no 569/2012, de 7 de dezembro, declarando, face às deliberações, de 6 de dezembro de 2012, dos Conselhos Pedagógicos da Faculdade de Ciência Política, Lusofonia e Relações Internacionais e da ULHT, a sanacão definitiva “...das irregularidades referidas no Relatório da lnspeção-Geral da Educação e Ciência relativas ao Processo no 11.03.01/01198/SC/12” (fls. 446).

5.4. Cópia do Despacho Reitoral no 126/2010, de 15 de junho de 2010, que procede à alteração do Regulamento Geral de Avaliação de Conhecimentos dos cursos de licenciatura (1o ciclo), dos mestrados integrados (1o+2o ciclos) e da parte curricular dos mestrados (2o ciclo) integrados da ULHT, aprovado pelo despacho reitoral no 115/2009, de 10 de julho (fls. 447 a 471).

5.5. Cópia do Procedimento no P.SA.6.1. (Manual de Procedimentos), de 5 de dezembro de 2012 - Lançamento de Notas (fls. 472 a 477). 5.6. Cópia do Procedimento no P,SA.6.2, (Manual de Procedimentos), de 5 de dezembro de 2012 - Reabertura de Pautas (fls. 478 a 485). 


Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 4

3. Por despacho da Sr.a Chefe da Equipa Multidisciplinar do Ensino Superior e Ciência datado de 19.02.2012, foi determinado que a signatária emitisse parecer, pelo que cumpre emiti-lo. Assim:

4. Iniciada a ação, a equipa inspetiva providenciou pela realização das diligências instrutórias, relatadas no Cap. II do elemento Informativo l/00805/SC/13, de 14 de fevereiro de 2013, para as quais se remete e dão aqui por integralmente reproduzidas, tendo concluído, em decorrência da análise dos factos apurados, pelo explanado na proposta de informação n.o I/04644/SC/12, datada de 27 de novembro, a qual foi enviada, através dos ofícios n.o S/11267/SC/12 e S/11270/SC/12, respetivamente, de 28 de novembro de 2012, ao Sr. Reitor da ULHT e ao Presidente da direcão da COFAC, entidade Instituidora da Universidade, para efeitos de pronúncia.

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Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 3

2. A referida ação foi proposta na sequência das verificações efetuadas no âmbito da acção de controlo aos procedimentos de creditação na ULHT (processo n.o 11.03.01/00900/SC/12) que evidenciavam um conjunto de situações, associadas ao processo de creditação e certificação do referido estudante, e à premência de dar resposta às dúvidas, publicamente suscitadas, acerca da regularidade do grau académico que lhe foi conferido, pela ULHT.

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Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 2

1. Em cumprimento do despacho do Senhor Inspetor-Geral da Educação e Ciência, datado de 8 de outubro de 2012, exarado sobre a Informação I/04129/SC/12, foi realizada uma ação de controlo aos procedimentos de aprovação do aluno n.o 20064768, nas unidades curriculares que teve de realizar para a conclusão do curso de Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT). 

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Nulidade do ato de avaliação de Miguel Relvas - Parte 1

Assunto: 

AÇÃO DE CONTROLO AOS PROCEDIMENTOS DE APROVAÇAO DO ALUNO N.o 20064768 NAS UNIDADES CURRICULARES QUE TEVE DE REALIZAR PARA A CONCLUSÃO DO CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIA POLÍTICA E RELAÇÕE5 INTERNACIONAS DA UNIVERSIDADE LUSÓFONA DE HUMANIDADES E TECNOLOGIAS (ULHT).

sexta-feira, 29 de março de 2013

Eleições no Sindicato Bancarios Norte SBN

No próximo dia 9 de abril irão decorrer as eleições para os Orgãos Sindicais no
Sindicato dos Bancários Norte em Portugal.

Sindicato dos Bancários do Norte
Sindicato dos Bancários do Norte

Os Bancários de Portugal vão concorrer pela Lista "i", afirmando-se como independentes.

Veja o apelo ao voto:


quinta-feira, 21 de março de 2013

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Ristorante Casa Bonita, Veneza - dicas e avaliações sobre restaurantes - TripAdvisor

http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g187870-d1657131-Reviews-Ristorante_Casa_Bonita-Venice_Veneto.html

domingo, 10 de março de 2013

Filhos da violência

Todas as crianças têm direito a crescer com amor, sob o cuidado dos pais.Mas nem sempre é assim. Em 42% dos casos de agressões entre casais, há miúdos no meio, a assistir na primeira fila, e a sofrer em silêncio.

sábado, 9 de março de 2013

Salário Mínimo

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Autarcas surpreendidos com número de sobreiros a abater para nova barragem

Os presidentes das Câmaras de Sever do Vouga e Oliveira de Frades ficaram "surpreendidos" com a notícia do abate de 3.200 sobreiros para construir a barragem de Ribeiradio-Ermida, mas ambos recordaram que a EDP prometeu uma replantação.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Porto com Histórias

Estudos e Histórias sobre a cidade do Porto em Portugal na Europa

mapa da cidade do Porto de 1855
mapa da cidade do Porto de 1855


http://porto-com-historias.blogspot.pt



Nicolau Nasoni na cidade do Porto

"Para se fazerem logo com perfeição e acerto, todas as obras, e se evitar o perigo de se desmancharem e fazerem 2ª vez por falta de preverem erros, vieram não só de Lisboa, mas de outros Reynos, arquitectos, e M.es peritos nas artes a q erão respectivas as obras.

fonte:


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Porto com histórias





DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012


Igreja e Torre dos Clérigos no Porto Portugal

Num velho papel do Cabido da Sé do Porto, em que se alude às grandes, infelizes, mas bem conhecidas obras que o mesmo Cabido mandou executar na Catedral portuense, nos primeiros anos da Sé-Vaga 1717-1741, pode ler-se:

"Para se fazerem logo com perfeição e acerto, todas as obras, e se evitar o perigo de se desmancharem e fazerem pela 2ª vez por falta de preverem os erros, vieram não só de Lisboa, mas de outros Reynos, arquitectos, e M. peritos nas artes q erão respectivas as obras. Veyo Niculau Nazoni arquitecto, e pintor Florentino exercitadoem Roma, donde foy chamado a Malta pª pintar o Pallacio do Grão M(estre)..."

fonte:
(http://porto-com-historias.blogspot.pt)