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sexta-feira, 22 de abril de 2016

tinta permanente - João Pires - "A Esplanada"


João Pires


Sete da tarde de um Abril. Céu azul leve. O sol ainda brilha na esplanada do café. Abrigada ao vento, está já quase deserta. As chávenas abandonadas, fazem companhia aos cinzeiros de vidro ainda com restos de cinza, apesar do vento aéreo que se encarrega de ir fazendo a limpeza.

Um grupo de rapazes, alguns com cabeça rapada, mas nada que o tempo não faça regressar o bom cabelo, de capacetes pousados na mesa ao lado, discutem de forma animada, provavelmente uma saída mais logo à noite, depois do jantar. Hoje é Sexta-Feira do final do mês.


tinta permanente Joao Pires A Esplanada
tinta permanente - Joao Pires - "A Esplanada"


Uma lata amarela de refrigerante jaz, provavelmente vazia, mas inabalável, ainda com a palhinha, apesar do vento, ao lado dos capacetes pretos e redondos.

Um dos rapazes levanta-se, e olhos esbugalhados, quase a saltar das órbitas, por nada desta vida, talvez tivesse assim nascido e assim ficou até aos dezasseis.

- Até logo, respondeu Diogo, e saiu encavalitando a mochila no ombro.
Afastou-se da tribo e dirigiu-se para casa.





tinta permanente João Pires



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