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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Suave ditadura na Pérola do Atlântico

A pérola do Atlântico

Os parabéns pelos actos governativos do actual presidente do governo regional da Madeira encontram-se lavrados em acta por ocasião da celebração do 30• aniversário de governos sucessivos do Dr Alberto Joao. Falta saber quem são os verdadeiros autores desses rasgados elogios.
 
Ser apanhado de surpresa com o buraco financeiro na Madeira é quase tão ingénuo como afirmar que a responsabilidade do Governo Regional deve ser julgada nas urnas.

Em boa verdade, há várias décadas que essa avaliação vem sendo feita e os resultados estão à vista de todos. 
 
O povo madeirense está atento e tem perspectiva muito critica do que vem sucedendo na Ilha da Madeira. Basta ouvir os madeirenses !

Que esta situação se vem adensando de ano para ano está à vista de todos, principalmente quem já passou pela ilha.

O princípio do "Estado unitário" - artigo 6.º da CRP - a "soberania una e indivisível" - artigo 3.º da CRP - ou até, porque não, o "pluralismo de expressão e organização política democráticas" - artigo 2.º da CRP parecem não se aplicar até então àquele governo regional que tem sabido gozar de certa imunidade diplomática.

Com a crise financeira instalada na europa e em Portugal em especial e a sua recuperação a ser monitorizada pela troika, chegou o fim das sucessivas presidencias do Dr Alberto Joao Jardim.

A iliteracia democratica na ilha é bem diferente da ocorrida no continente há uns meses atrás. É que no continente existe liberdade de voto na verdadeira acepção da palavra!

É que as mudanças de tendência também podem acontecer na ilha, basta os eleitores assim o pretenderem!

Ass.: o contribuinte português

Abreu Pires