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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

"Os Lobos" (PT) - por Tiago Pires (11)

O sol aparecia por trás das montanhas, espreguiçando-se com os seus raios dourados, fazendo com que a neve branca e fofa dos picos das montanhas derretesse.

Os lobos acordavam e mal saíam das suas tocas, iniciavam a sua caça matinal, com ar faminto, como se já não comessem há alguns dias. 

Era uma alcateia de vinte lobos e todos eles se protegiam uns aos outros. Um alce pastavam as primeiras ervinhas que despontavam envergonhadas por entre a neve branca, enquanto a alcateia lá ao longe, preparava estrategicamente a sua caçada.

O macho alfa era preto e corpulento e tinha o hábito de se sentar e ficar a contemplar a lua, horas e horas a fio.  Penso que ele quisesse saber quem lá vivia ou para que servia então a lua.

Nesse dia, enquanto passeava pela montanha, cruzei-me com uma toca de um lobo daquela matilha. Aquele lobo que poderia ser uma ameaça para mim, recebeu-me amavelmente como se eu fosse um membro da sua família. Até parecia que já me conhecera. Havia lobinhos bebés a brincar por todo o lado. 

"Os Lobos" - por Tiago Pires (11)


Então deitei-me na terra fria e húmida e eles lamberam-me todo como se quisessem que eu fosse seu irmão.

Nesse momento, senti-me a explodir de felicidade, como se mil foguetes me levassem até às nuvens. Não queria sair dali. Percebi que eu não era um estranho para eles e que já tinham aprendido a confiar em mim.

Decididamente aqueles passeios que eu dava na montanha para meu entretenimento, serviram também para que os lobos daquela alcateia percebessem que eu não era uma ameaça para eles, mas que me poderia tornar seu amigo.