menina de cabelos soltos
aprisionada no palácio sem cor
voltado ao rio
com jardins de uma só cor
palácio de reis e princesas
noites de história
brilhantes, rubis e turquesas
homens e ventos de glória
artes, bobos e pascácios
paladino ou cavaleiro
história sem prefácio nem posfácio
procuras o teu mensageiro
da arte ou do amor
homem intrépido
que te brinde com uma flor
uma seta de cupido
uma canção de amor
num palácio sem cor
teus belos cabelos
olhos sem atropelos
és herdeira da coroa
mas só ouves
cantigas de amigo
viajas sempre na proa
em busca do cavaleiro
que há-de chegar
homem intrépido
defensor obstinado
és princesa
a primeira
e mais distinta
título de nobreza
notável pele
de sua nobreza
ai daquele
que duvide da tua beleza
vives num palácio sem cor
tens o rio Douro pela frente
será que o tem amor
chegará de forma diferente?
21-05-2017
João Pires