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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

“Sapatilha de Corrida” por Tiago Pires (10)

Muitas vezes, imaginamos o que faríamos se tivéssemos os poderes de um super-herói.



“Sapatilha de Corrida” por Tiago Pires (10)


Eu sou uma sapatilha pálida, sem cor nem beleza. Passei toda a minha vida (até agora) à procura do meu par, até que o encontrei. Agora vivo no armário de madeira. Eu vivo nesta casa tão pobre aqui.


“Sapatilha de Corrida” por Tiago Pires (10)


Nesta casa, mora o Joca e a mãe, são pobres, mas ricos por dentro, porque se amam muito.


Naquele dia belo de Maio, o Joca estava doente. Pedia laranjas. Era buliçoso, por isso levantou-se da cama, ainda enfermo e indagou-me o que é que podia fazer para ganhar dinheiro. Procurei uma resposta e informei-o que havia uma corrida, cujo vencedor ganhava muito dinheiro. Nem perdemos mais um segundo, ele calçou-me e fomo-nos inscrever para a corrida. Já no ponto de partida, ouviu-se um apito estridente. Nós corremos os dois tão rápido, que nem uma flecha nos conseguia apanhar!

Os outros começaram a ficar para trás, então desacelerei o passo do Joca, sim porque era eu que controlava a sua velocidade, não fosse o Joca cansar-se rapidamente. Eu estava a ser complacente com o Joca, pois queria que ele ganhasse a corrida. Mal notamos que os outros corredores estavam a divagar, aceleramos o passo e ganhamos a corrida.


Com este dinheiro todo, a família do Joca continuou unida, mas com dinheiro para fazer face às dificuldades da vida.

Tiago Pires (10)