Os santos e santas da minha devoção, em especial ao milagroso Padre Santo Antonio, é padroeiro de namorados, e quando quer fazer um milagre não pergunta quem tem razão.
Não me esqueci de me encomendar também aos Santos Mártires de Marrocos que lhe levam a perna numa dificuldade.
Muitas vezes ouvi dizer a minha mãe: "roga ao santo até passar o barranco".
E medo para trás das costas.
Toque, toque, Britiande lá avultava, apertada às bandas da estrada, com casas caiadas, casas antigas de pedra bruta, mulheres a catar-se às portas, e meninos nús pelos patins a esganiçar-se pelas mães.
Estava tudo em sossego; pelos vistos não era ali que eu quebrava osso.
Ja dava graças a Deus quando, ao desandar da ultima esquina, uma porta se abriu e meu tio Agostinho, os Maçãzeiros, o padre e uma choldra sem cinta me saltaram à frente.
Deitei a mão ao bacamarte, de cara para a patuleia que estarreceu com o meu rompante:
- Olá amigos, o que é isso?
Aquilo lá se lhes afigurou que eu ou havia de segurar a moça ou combater, ou que recobrassem o animo, facto é que cresceram para mim depois de terem hesitado. Entestei o bacamarte ao peito do mais adiantado, que por sinal era o meu tio:
- Tenha-se, senão morre!
- Hás-de pagá-las, cao!
- Tenha-se, tenha-se, senão morre!
Já eu tinha o dedo no gatilho quando o homem estacou. Estacou, e acobardado com o meu rasgo, vendo os purrios mais irresolutos que ele, pôs-se a gaguejar à distância:
E medo para tras das costas. Toque, toque, Britiande lá avultava, apertada as bandas da estrada, com casas caiadas, casas antigas de pedra bruta, mulheres a catar-se as portas, e meninos nus pelos patins a esganiçar-se pelas mães.
- Ola amigos, que é isso ?
- Tenha-se, senão morre!
- Hás-de pagá-las, cao!
- Tenha-se, tenha-se, senão morre!
- Pula abaixo, Brizida! Pula abaixo!...
A maluquinha ia a mexer-se... Não custou muito tê-la queda e imóvel, pouco menos queda do que se jazesse entre as mãos da Ana que era quem amortalhava os defuntos:
- Ó Brizida, tu pulas abaixo, mas és a primeira a cair. Se não tens amor à vida, faz lá! Agora vossemecês deixem seguir quem vai seu caminho...que eu morrer morrerei, mas a trouxa não a largo...
Não me esqueci de me encomendar também aos Santos Mártires de Marrocos que lhe levam a perna numa dificuldade.
Muitas vezes ouvi dizer a minha mãe: "roga ao santo até passar o barranco".
E medo para trás das costas.
Toque, toque, Britiande lá avultava, apertada às bandas da estrada, com casas caiadas, casas antigas de pedra bruta, mulheres a catar-se às portas, e meninos nús pelos patins a esganiçar-se pelas mães.
Estava tudo em sossego; pelos vistos não era ali que eu quebrava osso.
Ja dava graças a Deus quando, ao desandar da ultima esquina, uma porta se abriu e meu tio Agostinho, os Maçãzeiros, o padre e uma choldra sem cinta me saltaram à frente.
Deitei a mão ao bacamarte, de cara para a patuleia que estarreceu com o meu rompante:
- Olá amigos, o que é isso?
Aquilo lá se lhes afigurou que eu ou havia de segurar a moça ou combater, ou que recobrassem o animo, facto é que cresceram para mim depois de terem hesitado. Entestei o bacamarte ao peito do mais adiantado, que por sinal era o meu tio:
- Tenha-se, senão morre!
- Hás-de pagá-las, cao!
- Tenha-se, tenha-se, senão morre!
Já eu tinha o dedo no gatilho quando o homem estacou. Estacou, e acobardado com o meu rasgo, vendo os purrios mais irresolutos que ele, pôs-se a gaguejar à distância:
E medo para tras das costas. Toque, toque, Britiande lá avultava, apertada as bandas da estrada, com casas caiadas, casas antigas de pedra bruta, mulheres a catar-se as portas, e meninos nus pelos patins a esganiçar-se pelas mães.
- Ola amigos, que é isso ?
- Tenha-se, senão morre!
- Hás-de pagá-las, cao!
- Tenha-se, tenha-se, senão morre!
- Pula abaixo, Brizida! Pula abaixo!...
A maluquinha ia a mexer-se... Não custou muito tê-la queda e imóvel, pouco menos queda do que se jazesse entre as mãos da Ana que era quem amortalhava os defuntos:
- Ó Brizida, tu pulas abaixo, mas és a primeira a cair. Se não tens amor à vida, faz lá! Agora vossemecês deixem seguir quem vai seu caminho...que eu morrer morrerei, mas a trouxa não a largo...