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quinta-feira, 6 de outubro de 2005

Autoeuropa, considerada das fábricas mais competitivas do grupo VW

05.10.2005

Mas não ganhou o Marrakesh. O que é que falhou?

Não chega ser das melhores fábricas, em termos de competitividade, para ganhar a produção do Marrakesh ou qualquer outra viatura do grupo VW.

O sindicato alemão dos trabalhadores do sector ganharam a proposta ao baixar o preço de produção em cerca de 1.000 eur por unidade. Seria possível que tal tivesse ocorrido em Portugal? Parece-me um pouco difícil porque ainda agora os sindicatos exigem aumentos na ordem dos 5 por cento.

Tal não foi uma derrota para a fábrica de Palmela, mas antes um sinal de alerta. Existem muitas fábricas a lutar por novos modelos e algumas são muito boas, como Mosel e Bratislava. No mundo dos carros e dos negócios, não se ganha sempre. Entenda-se: o Marrakesh esteve sempre fora de questão, quanto à sua produção em Portugal.

Se o Marrakesh fosse produzido em Palmela teria um custo mais baixo que o de Wolfsburg. A decisão foi mais política do que económica.

Apesar de na Alemanha, os sindicatos serem intocáveis, observaram que se não fizerem este tipo de acordos vão perder no futuro, não só o Marrakesh, mas outros modelos. Os sindicatos alemães souberam ceder na altura certa. E os sindicatos portugueses? Ainda reclamam aumentos salariais na ordem dos 5 por cento?

Mesmo assim a operação ficou com um custo de produção mais caro em Wolfsburg em relação a Palmela.

O facto de a Autoeuropa surgir como alternativa a Wolfsburg foi considerada uma pressão junto dos sindicatos alemães.

A meu ver existe excesso de fábricas, excesso de produção e muitos modelos novos. Mas vamos continuar a observar a deslocalização as fábricas.