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domingo, 28 de dezembro de 2003

Um professor desafiou seus alunos com esta pergunta: "Deus fez tudo que existe?"

Um estudante respondeu corajosamente: "Sim, fez!"

"Deus fez tudo, mesmo?"

"Sim, professor", respondeu o jovem.

O professor replicou: "Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal".

O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a Fé era um mito.
Outro estudante levantou sua mão e disse:

"Posso lhe fazer uma pergunta, professor?"

"Sem dúvida", respondeu-lhe o professor.

O jovem ficou de pé e perguntou: "Professor, o frio existe?"

"Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?"

O rapaz respondeu: "Na verdade, professor, o frio não existe.
Segundo a Física, o que consideramos frio é, na realidade, a ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia".

"O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, quando todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor".

"E a escuridão, existe?" continuou o estudante.

O professor respondeu: "Mas é claro que sim".

O estudante respondeu: "Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas varias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca. Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço? Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente".

Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor: "Diga, professor, o mal existe?"

Ele respondeu: "Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal".

Então o estudante respondeu: "O mal não existe, professor, ou ao menos não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal".

"Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações e mentes. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz."

sexta-feira, 26 de dezembro de 2003

MP3 ?

É, sem dúvida, o formato que deu origem a mais controvérsias.

No que respeita a som de elevada qualidade e com muito pouco ruído, o MP3 continua a ser o formato mais popular. O streaming audio tem as suas vantagens, mas o MP3 e a sua qualidade "near-CD" sobreviveram aos sites que lhe deram visibilidade, como o Napster e o AudioGalaxy… Em grande parte, por ser um formato de ficheiro que não está dependente de uma plataforma em especial.

O formato MP3 foi desenvolvido na passagem dos anos 80 para os 90 pelo Instituto Fraunhofer, através de uma série de experiências relacionadas com compressão de ficheiros e algoritmos. A pesquisa foi finalizada em 1992 pelo Motion Pictures Expert Group (MPEG) e deu origem ao primeiro standard MPEG-1. No entanto, só ganharia popularidade no fim da década de 90, quando algumas empresas de renome começaram a utilizar o formato e sites como o Napster apareceram.

Os métodos normais de compressão não são eficazes com os ficheiros de áudio, mas o formato MP3 oferece um nível de compressão impressionante através de métodos de "psicoacústica". Simplificando a teoria, podemos dizer que o processo de compressão "livra" os dados de sons que não são audíveis pelo ouvido humano, transformando o ficheiro num documento de som com qualidade aproximada à de um CD mas com um tamanho que tem, regra geral, um décimo do tamanho do ficheiro antes da compressão.

O MP3 tem várias vantagens enquanto veículo de som na Internet. Entre elas incluem-se a alta-fidelidade, a criação e o transporte simples do formato, a disponibilidade do código e a facilidade do streaming através de servidores. Quando o leitor quiser converter MP3 ou qualquer outro tipo de dados de áudio, deve ter em consideração as implicações legais de direitos de autor. Se quiser converter a sua colecção de CDs para MP3, não há qualquer problema, mas disponibilizá-los via Net através de aplicações peer-to-peer (P2P) atrai a atenção dos advogados das empresas discográficas…

Processo de conversão
A forma de converter MP3 é simples e muito linear, embora dê ao utilizador a hipótese de definir a qualidade do som e o nível de compressão. O problema é que, por vezes, pode dar origem à criação de ficheiros realmente maus… O standard utilizado é o de 128kbps, 44KHz - oferece cerca de um minuto de áudio por cada Mb de dados. Baseado nesta relação, um MP3 de quatro minutos "pesa" à volta de 3,5Mb. Um valor muito inferior aos 40Mb de ficheiros não comprimidos como os formatos WAV ou AIFF. Perceber o processo de conversão pode ajudá-lo a optimizar as suas músicas.

O ouvido humano é sensível a algumas partes do espectro áudio - geralmente, entre os 20Hz e os 20KHz - embora seja particularmente sensível em áreas que vão desde os 2KHz aos 4KHz. É também necessário saber que, quando dois sons são "tocados" ao mesmo tempo, o que está a ser reproduzido mais alto "abafa" o outro… Se utilizar os normais processos de gravação, ambos os sons são gravados, mas se recorrer à codificação MP3, o processo vai reconhecer os elementos redundantes e utilizar o processo de auditoria e masking temporário para remover os dados que não sejam necessários.

Depois do método de psicoacústica ter sido aplicado, é ainda possível aplicar várias técnicas de melhoria do ficheiro. Os dados são guardados como frames que, caso a codificação tenha sido eficiente, dispõem de algum espaço adicional. A codificação preenche esse espaço com dados de frames adjacentes, ajudando assim a sublinhar a consistência do som e o nível de qualidade.

Por fim, o ficheiro é comprimido através de um processo de codificação conhecido como Huffman Pass, que procura ainda redundâncias no padrão de bits. O primeiro processo acústico é particularmente útil em áreas polifónicas, mas deixa algo a desejar quando aplicada em secções muito repetitivas. O Huffman Pass complementa esse processo e oferece a possibilidade de redução do tamanho do ficheiro em cerca de 20 por cento.


Use o MusicMatch para "ripar" MP3
O interface intuitivo e facilidade da sua utilização fazem desta aplicação um dos melhores programas disponíveis
1 - Coloque o CD no computador, abra o MusicMatch (http://www.musicmatch.com/ ) (ou o Audio Converter http://www.audio-converter.com/ ) e escolha Options, Recorder e Settings para definir o estilo da conversão. Utilize as opções do menu drop down para escolher o formato MP3 e para determinar a qualidade da codificação. Para criar excertos de música, seleccione Enable na caixa Make Track Clips e defina o início e o fim de cada música.
2 - Clique no separador Advanced para ter acesso a mais opções e, se necessário, especifique os parâmetros de Fade para cada música. Pode alterar as preferências de conversão. Para maior controlo no que respeita aos settings de largura de banda, utilize as opções de Maximum Bandwidth e clique em OK.
3 - Clique em OK para sair dos Settings e voltar ao interface principal. Escolha View, Recorder (se ainda não estiver visível) e defina as faixas que quer converter antes de premir o botão Record. Pode fazer experiências com as variantes dos Settings de forma a obter a melhor relação entre a qualidade do som e o tamanho do ficheiro.


O que é o MP3?

Reprodução, criação e transporte

Quase todos os leitores suportam o formato MP3, mas as tarefas de codificação e de ripping devem ser deixadas a cargo de aplicações especializadas como o MusicMatch Jukebox ou Audio Converter.

O Nillsoft's AMP transformou-se no Winamp e tornou-se no leitor de MP3 mais utilizado em todo o Mundo em 1997. Mas, desde então, o formato é considerado como o principal standard dos mais utilizados programas de reprodução de áudio. Também se está a desenvolver hardware especialmente concebido para a reprodução de ficheiros MP3. Companhias como a Apple - proprietária do iPOD, que é vendido tanto aos fanáticos de Macintosh como aos utilizadores de PC - estão a tirar claros benefícios da popularidade do formato.

Muito embora suportem muitos outros tipos de ficheiros, leitores como o RealONE e o Windows Media Player têm tendência a encontrar no MP3 o formato "por defeito" para leitura e criação de áudio. Existe, porém, uma vasta oferta de aplicações destinadas à criação de ficheiros MP3. Software como o MusicMatch JukeBox (www.musicmatch.com), que oferece um extremo controlo sobre o processo de codificação de MP3, estão a uns cliques de distância. Além disso, o Jukebox também tem suporte para ripping de CDs num ambiente intuitivo e de fácil configuração.

Uma vez criado o ficheiro, o utilizador quer muitas vezes disponibilizá-lo na Internet. Nada mais simples. Os browsers e os servidores já reconhecem os codecs necessários para a leitura destes ficheiros sem necessidade de recorrer a outros suportes. E com o aumento de ligações de banda larga, é cada vez mais possível fazer streaming do formato..

SHOUTcast
O SHOUTcast é a aplicação mais conhecida para streaming MP3. Criado pela Nullsoft, este programa utiliza os mesmos princípios do modelo REAL e faz com que seja simples o processo de instalação e configuração. Agora, qualquer pessoa pode "abrir" a sua rádio on-line sem esforço…

Se esta é mais uma medida para levar o seu som aos cibernautas, considere ainda a possibilidade de instalar um servidor FTP. Caso contrário, considere os serviços do MP3.com ou do Vitaminic.com.

Quer o leitor escolha o formato MP3 para disponibilizar a música no seu site ou na sua rádio on-line, lembre-se sempre das implicações legais que isso pode ter.

Recorde-se ainda que o formato MP3 está patenteado pelo Fraunhofer e o instituto pode exigir que se pague algum dinheiro pela utilização do áudio. Assim, deverá ainda considerar outras alternativas, como o Ogg Vorbis.


Ogg Vorbis
Dados os problemas de patenteamento e de licença do MP3, vale a pena ver esta opção




Pode encontrar mais informação sobre esta alternativa ao MP3 em www.vorbis.com

A sua popularidade cresce a olhos vistos e é uma alternativa de open source ao MP3. O Vorbis utiliza algoritmos de compressão semelhantes aos do MP3, mas um processo de codificação completamente diferente. De facto, o Vorbis mede a qualidade do áudio numa escala de 1 a 10 em vez de utilizar Kbps e utiliza o algoritmo de bit rate variável para produzir uma qualidade superior. A qualidade 0 é comparável a 64kbps e o nível 10 assemelha-se a 400kbps.

O nome Ogg refere-se a um formato genérico de armazenamento que pode guardar um vasto número de formatos multimédia. Testes efectuados por uma entidade independente revelaram que esta plataforma rivaliza directamente com o MP3 em termos de qualidade de som e de nível de compressão. Os ficheiros Vorbis apresentam suporte para 256 canais e tornam disponível a criação de soundtracks DVD de seis canais . Existe mesmo suporte para "bit rate peeling", para que o leitor possa produzir um ficheiro com uma bit rate inferior de um documento equivalente sem ter necessidade de fazer a recodificação da fonte de origem.

Lado a lado com as vantagens de não ser patenteado nem ter direitos de autor, o Vorbis oferece opções de tagging que facilitam a personalização de etiquetas para os vários ficheiros. Qualquer pessoa que esteja familiarizada com o sistema de tags do MP3 sabe bem das limitações que este standard impõe...

Por outro lado, existe uma emergente geração de suporte de hardware para ficheiros Vorbis, bem como um número crescente de títulos de software. Estão disponíveis vários plugins para que leitores de media como o Windows Media Player e o QuickTime reconheçam a extensão .ogg. Para mais informação sobre este formato, dê uma vista de olhos em vorbis.com ou Xiph.org. ar

sexta-feira, 12 de dezembro de 2003

A gripe em Portugal

Depois dos incêndios vem aí a gripe. Ambos causam dor de cabeça e febres altas.

"A Gripe continua a ser, para o comum dos cidadãos e também para muitos clínicos, uma doença banal e sem grande importância.
Tal ideia é contrariada pela história da doença ao longo dos séculos e, actualmente, pelos dados epidemiológicos sobre a sua morbilidade e mortalidade. Em contrapartida, é também uma doença que pode ser prevenida..."

É este o aviso que podemos ler no site oficial da Direcção Geral de Saúde mas na verdade não é bem assim porque as variadas estirpes do virus da gripe são mutantes e mesmo com a vacina não é garantido que sejamos atacados. Vacinar ou não vacinar??

Meus caros o nosso sistema imunitário vai-se preparando ao longo da vida para se defender dos malditos.

actividade gripal em Novembro:

Pela segunda semana consecutiva as taxas de incidência mantêm-se acima da linha de base, compatível com o início de um período epidémico. Dos produtos biológicos analisados laboratorialmente, 44% são positivos para vírus influenza A(H3N2).



Verificou-se um aumento da actividade gripal que se traduziu na subida da taxa de incidência acima da linha de base. Simultaneamente, a circulação de vírus influenza passou de esporádica a frequente e a maioria das estirpes isoladas correspondem ao tipo A(H3N2). A caracterização genética de três dos vírus isolados mostrou que são idênticos a A/Fujian/411/2002.

Tal como é referido pela OMS, a estirpe viral A/Fujian/411/2002 é diferente da estirpe A/Panamá/2007/99 (que integra a vacina deste Inverno), no entanto, são estirpes relacionadas e consequentemente a vacina deste Inverno de 2003/2004 confere imunidade, se bem que mais reduzida, contra estirpes idênticas à nova variante A/Fujian.

A caracterização genética de três dos vírus isolados mostrou que são idênticos a A/Fujian/411/2002.

Tal como é referido pela OMS, a estirpe viral A/Fujian/411/2002 é diferente da estirpe A/Panamá/2007/99 (que integra a vacina deste Inverno), no entanto, são estirpes relacionadas e consequentemente a vacina deste Inverno de 2003/2004 confere imunidade, se bem que mais reduzida, contra estirpes idênticas à nova variante A/Fujian.

Assim resta fazer figas para que o virus A/Fujian não nos surpreenda.
Sesta
Dormir a sesta pode ser fundamental para a preservação da nossa saúde mental e física. É bastante retemperador fazer uma pausa para descanso a seguir ao almoço ainda que sejam uns breves instantes. Inclusivamente está provado que a produtividade poderá aumentar bem como se pode evitar a sonolência da parte da tarde ou a sonolência fatigante ao fim do dia. Hoje mesmo assisti alguém que estava em viagem e após imobilização da sua viatura tirou uma sesta após o almoço enquanto que outros deambulam entre um desesperado café na ânsia de o salvar do torpor da tarde. Porventura após o tempo dispendido na ingestão do café do desesperado viajante, o outro passageiro estava já pronto para retomar a sua viagem após a sesta, sem a necessidade de ingestão de cafeína.

Este fenómeno já ganhou reconhecimento em vários países e está a ganhar dimensão em Portugal, mais recentemente, tendo sido criada a organização "APAS Associação Portugesa dos Amigos da Sesta".

Será que este não deveria ter sido um assunto a ser discutido no novo Código do Trabalho?

favoritus